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Clínicas tratam gays na China com choques

Zang se submeteu a choques elétricos nos genitais, enquanto assistia a filmes pornográficos. O procedimento é um dos mais extremos adotados na China para “corrigir” a orientação sexual. “Achava que tinha que tentar para ver se havia possibilidade de me tornar uma pessoa normal”, declarou o jovem de 25 anos, que preferiu revelar apenas o sobrenome. Ele escolheu recorrer a esse método para “não decepcionar sua família”.

 Na China, a relação entre pessoas do mesmo sexo ainda é um tabu e considerado uma desonra. “Quando reagia às imagens, levava um choque elétrico”, pouco intenso, mas doloroso, lembra Zhang. Ele mesmo pagou pelas sessões, após chegar à conclusão de que assumir sua homossexualidade era difícil demais.

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