MP de Taubaté dá parecer contrário a semiaberto para Suzane Richthofen
O Ministério Público de Taubaté (SP) foi contrário ao pedido de progressão de regime feito pela defesa de Suzane von Richthofen, presa na Penitenciária Feminina 1, de Tremembé, por envolvimento na morte dos pais em 2002. O parecer foi emitido nesta terça-feira (17) e teve como base um exame criminológico realizado por psicólogos no mês passado a pedido do próprio MP e da Vara de Execuções Criminais (VEC). A Promotoria encaminhou o parecer e o laudo à Justiça, que deve decidir no início do ano que vem se defere ou não o pedido da defesa de Suzane, feito em setembro.
O promotor Luiz Marcelo Negrini destaca em seu parecer que o exame foi conclusivo em apontar que Suzane ‘é emocionalmente instável, possui tendência em agir de forma impulsiva e sem medir as consequências de seus atos’, além de ‘apresentar características psicóticas, vontade de burlar e desafiar a lei, imaturidade, egocentrismo e narcisimo’. Com a progressão do regime para semiaberto, Suzane poderia, entre outros benefícios, trabalhar durante o dia fora da unidade prisional e voltar à noite para dormir na cadeia.
Segundo Negrini, que solicitou o laudo e acompanha o processo, Suzane foi submetida ao teste de Rorschach. De acordo com o promotor, esse exame é mais elaborado e é realizado, quando existe uma solicitação da Justiça, em detentos com maior nível intelectual ou de alta periculosidade. "Os psicólogos que participam deste processo de elaboração do exame criminológico formulam perguntas de forma simples que levam o preso a se sentir mais à vontade e a ir revelando mais a personalidade, sem que ele perceba. Muitas características que em um exame normal os presos avaliados tentariam esconder, neste teste de Rorschach acabam revelando o que não querem", explicou.
A juíza corregedora da VEC de Taubaté, Sueli Zeraik, informou que não pode comentar o laudo, pois o processo ainda está sendo julgado. A decisão da juíza sobre o pedido da defesa de Suzane deve ocorrer no início do ano, após o recesso do Poder Judiciário.
O advogado de defesa de Suzane, Denivaldo Barni, foi procurado, mas não atendeu às ligações até a publicação desta reportagem.

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