Chacina em Bauru: três mulheres são assassinadas e criança de 6 anos sobrevive
Três mulheres da mesma família foram assassinadas num crime bárbaro, que chocou os moradores e mutilou uma família na Vila Industrial, na manhã desta terça-feira (19), em Bauru.
Duas vítimas eram irmãs e foram mortas a pauladas e facadas junto com a mãe delas. Outras duas pessoas sobreviveram, um aposentado de 90 anos e uma criança de 6. O autor da barbárie foi preso após ir ao trabalho como se nada tivesse acontecido
A menina chegou a ser atingida no braço por um golpe quando tentou proteger a cabeça. O autor do triplo homicídio é João Paulo Barros de Oliveira, 24 anos, companheiro de uma das vítimas. Ele foi preso e confessou o crime.
![]() |
| Patrícia Peixoto era companheira do autor do crime |
![]() |
| Cristiane Lopes Vendramini foi morta dentro da residência diante de sua filha |
A chacina ocorreu por volta das 5h, no interior de uma residência da quadra 3 da rua Jerônimo Hernandes, entre as avenida Elias Miguel Maluf e das Bandeiras, região do Jardim Jussara.
Conforme a reportagem apurou no local, com depoimentos do capitão Paulo César Valentim, da Polícia Militar, e o delegado plantonista da Polícia Civil, Frederico José Simão, juntamente com as vizinhas, a menina de 6 anos presenciou os assassinatos e, por pouco, não foi morta também. Ela acordou o avô, de 90 anos, proprietário da casa.
O idoso é deficiente auditivo e, por isso, não foi acordado pelo barulho que ocorreu na casa. Ele contou à reportagem que o autor, companheiro de uma das filhas e tia da criança, estava no local durante a noite e saiu com um Gol na madrugada.
Após o crime, a criança atravessou a rua desesperada e chamou as vizinhas. Ela pediu ajuda chorando dizendo que o tio matou Patrícia Peixoto (tia), a sua mãe Cristiane Lopes Vendramini e a avó, Damiana Lopes, conhecida como dona Lili. “O tio matou a minha família”, dizia a criança. Os vizinhos acionaram a Polícia Militar.
Parece roteiro de filme de terror, mas é vida real. A garota de 6 anos entrou em estado de choque. O braço ficou ferido, mas sem gravidade. As marcas mais profundas poder ficar mesmo na memória da menina, que testemunhou toda a violência. A mãe, a tia e a avó foram golpeadas no corpo, no rosto e na cabeça.
Após a fuga do acusado e a chegada de vizinhos e policiais, a menina, exausta, dormiu no carro da Polícia Militar enquanto esperava pela conselheira tutelar.
Ela, sem dúvida, segundo a polícia, é a principal testemunha para reconhecer, mesmo por foto, o autor do homicídio. Ela será encaminhada para acompanhamento psicológico e está sob responsabilidade do Conselho Tutelar.
Do outro lado da calçada, o avô, de 90 anos, estava sem rumo, olhando para o nada. Sentado, ele parecia tentar entender o que aconteceu.
Tentou despistar o crime
O autor confessou que fugiu com o carro e uma bicicleta no interior do Gol. Segundo o tenente Tarcisio, João Paulo ateou fogo no veículo para fazer com que a polícia acreditasse que um ladrão teria matado as mulheres.
"O carro foi abandonado no bairro Boa Vista. O autor pegou a bicicleta, ateou fogo no Gol e foi até a casa do pai, ali perto, para trocar de roupa e ir trabalhar num box de flores do Ceasa. O pai estranhou, porque não mantinha contado com João Paulo há mais de um ano", comentou o tenente da PM.
Prisão
Por volta das 8h30, como se nada tivesse acontecido, segundo a polícia, João Paulo foi para o serviço iniciar o expediente no trabalho e foi detido.
Ele negou o crime em um primeiro momento, mas depois confessou durante o depoimento da Central de Polícia Judiciária (CPJ). O autor contou que brigou com a companheira e matou as três. João Paulo está à disposição da Justiça e pode responder por triplo homicídio com qualificações.
Fonte: JC – Bauru



Poste um comentário