França caça terroristas que atacaram revista satírica
Uma operação policial de grandes proporções está em curso na França para localizar três terroristas que atacaram a sede da revista satírica Charlie Hebdo, nesta quarta-feira em Paris. Homens mascarados e armados com fuzis AK-74 mataram dez jornalistas e dois policiais, e deixarem cinco feridos em estado grave. O ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, disse que as autoridades estavam tomando todas as medidas "para neutralizar os três criminosos". O terceiro terrorista teria ficado do lado de fora do prédio esperando em um veículo.
Segundo o jornal Le Monde, mais de 3.000 policiais participam da operação de busca, que também conta com helicópteros e serviços de inteligência. Entre as vítimas identificadas estão o editor da revista e cartunista, Stéphane Charbonnier, conhecido como Charb, e três outros cartunistas: Jean Cabut (que assinava como Cabu), Georges Wolinski e Bernard Verlhac (conhecido como Tignous). O redator e economista Bernard Maris, que contribuía para a Charlie Hebdo, também foi morto.
Durante o atentado, por volta das 11 horas locais (8 horas de Brasília), parcialmente filmado por testemunhas nos prédios vizinhos, os agressores gritavam "Alá é grande", em árabe. A chargista Corinne Rey, que assina como Coco, presenciou o ataque e afirmou ao site francês L'Humanité que os terroristas "falavam francês perfeitamente" e "reivindicaram ser da Al Qaeda".
Os terroristas inicialmente seguiram pelo Boulevard Richard-Lenoir, no centro de Paris, em direção ao norte da cidade. Eles então abandonaram o carro perto da estação de metrô Porte de Pantin, onde pegaram outro carro, depois de ordenar que o motorista saísse do veículo. Pouco depois do atentado, o alerta de terrorismo foi elevado para o mais alto nível na região da Île de France, departamento francês onde fica a capital Paris. As escolas do bairro onde aconteceu o atentado foram evacuadas e a polícia foi mobilizada para proteger redações de jornais, centros comerciais, museus e estações ferroviárias e de metrô.
Multidões nas ruas – Horas depois do atentado, as ruas de Paris e de várias cidades da França foram tomadas por multidões em solidariedade às vítimas. Em Lyon, entre 10.000 e 15.000 pessoas foram às ruas; em Rennes, entre 13.000 e 15.000, em Toulouse, mais de 10.000, em Nantes, Lyon e Estrasburgo, cerca de 5.000 pessoas, segundo o jornal Le Figaro. Em outras cidades europeias, como Berlim e Londres, também estão ocorrendo manifestações em solidariedade à revista que foi alvo dos terroristas.
Em pronunciamento, o presidente François Hollande anunciou que esta quinta será um dia de luto nacional. “Ao meio-dia, um momento de silêncio será observado nos estabelecimentos públicos, as bandeiras ficarão a meio mastro durante três dias”, afirmou. “Nossa melhor arma é a nossa união. Nada pode nos dividir”.
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