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Previsão de epidemia de câncer dispara alerta

Um estudo elaborado pelo Grupo Latino-Americano de Pesquisa em Oncologia aponta uma epidemia de câncer no mundo nos próximos 20 anos, levando à morte pelo menos 17 milhões de pessoas. Preocupados com esses números,  os governos estadual e municipal de São Paulo têm feito investimentos na área de tratamento e prevenção da doença para diminuir a taxa de óbito. 

Uma portaria de maio do Ministério da Saúde determina que pacientes com câncer deverão começar o tratamento no SUS (Sistema Único de Saúde) em, no máximo, 60 dias após o diagnóstico da doença. A descoberta precoce e o tratamento rápido são as maiores chances de cura ou, ao menos, do prolongamento da vida. 

A rede estadual de saúde  investiu neste ano R$ 190 milhões para a implantação da Rede Hebe Camargo. A estimativa é que o projeto beneficie 12 mil novos pacientes por mês. A Secretaria Municipal da Saúde afirma realizar  campanhas, mutirões, consultas e exames de rotina contra o câncer. Segundo a pasta, o município tem uma oferta de 860 vagas por mês para consultas com médicos especialistas na doença.

Segundo o diretor do grupo, o oncologista  Carlos Barrios, a onda de câncer afetará todos os países, mas a mortalidade será maior nas nações  em desenvolvimento, como o Brasil. “A falta de um diagnóstico rápido e investimentos em prevenção levará à morte milhões de brasileiros”, alerta o médico.

O estado de São Paulo é considerado um centro de excelência na área de tratamento e prevenção do câncer por causa dos números de centros de cura, hospitais e serviços universitários, entre eles o A.C. Camargo e o IBCC (Instituto Brasileiro de Controle do Câncer). 

Dados do Instituto Nacional de Câncer mostram que a maior incidência de tumores  no país está nas regiões Sul e Sudeste. Hábitos nocivos à saúde como o tabagismo, o  consumo de álcool, o sedentarismo e a obesidade são  fatores que contribuem para essa situação. 

Para o oncologista Barrios, investimentos em prevenção são mais baratos do que investimentos em máquinas e remédios para tratamento.

Geraldo Alckmin garante que são paulo continuará sendo referência no tratamento da doença.

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