Marília: famílias que moram em barracos na favela do linhão aguardam a entrega de casas
Mais de trinta famílias que moram em barracos na favela do linhão em Marília (SP) aguardam o fim das obras de um conjunto habitacional financiado pelo governo federal. Elas serão transferidas para as novas casas até novembro. Já os barrocos devem ser demolidos porque estão em área de risco.
São inúmeros cabos por onde passam 138 mil volts. E esse foi o motivo que fez a CPFL dar um prazo de 45 dias para as famílias deixarem o local. Mas isso foi em janeiro de 2011. Como elas não tinham para onde ir permaneceram nos barracos e correndo perigo.
Em agosto do ano passado, a prefeitura, pressionada pela Defensoria Pública, apresentou um projeto para retirada das famílias da área. Elas serão transferidas para o conjunto habitacional “Marina Moretti”, na zona norte. As moradias estão em construção e deverão ser entregues ainda este ano. “Além do risco do linhão são moradias inadequadas. Estamos correndo e tomando todas as providências para fazer a mudança o mais rápido possível”, informou o prefeito, Vinícius Camarinha.
A defensoria pública acompanha de perto a construção das casas pela prefeitura. “Não só oficiando, pedindo relatório, mas também fiscalizando in loco a obra. Do mesmo modo, caso eventualmente não ocorra nenhum intempérie e não tiveram sido entregues as obras até novembro, a Defensoria Pública vai promover a execução da multa e também a tutela específica da obrigação da prefeitura municipal quanto à concessão das obras”, explicou o defensor público, Fernando Rodolfo Moris.
Em uma casa simples, de dois cômodos pequenos, que Jandira Antonia da Silva, deficiente de uma das pernas, vive sozinha e enfrenta as dificuldades. Ela mora na favela do linhão há 28 anos, desde quando o marido ainda era vivo. “Quando preciso ir ao médico as pessoas me pegam no colo e colocam no carro. É difícil sair do local”, disse.

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