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Polícia Civil identifica rapaz que violou sepultura e manipulou o cadáver de mulher no caixão

A Polícia Civil de Quintana conseguiu esclarecer nesta semana um caso de vilipêndio (abertura indevida de sepultura) que estava causando a comoção e preocupação nos moradores da cidade. O fato que aconteceu no último dia 13 de outubro, domingo, ganhou ainda mais repercussão porque havia o boato de que o infrator teria mantido relação sexual com o cadáver da mulher. 

De acordo com a delegada titular de Quintana, Luciana Nascimento Zanella as investigações contaram com apoio do Instituto de Criminalística. "Imediatamente fui ao local acompanhada dos meus agentes e da Polícia Técnica, que fotografou todo o quadro. Depois das oitivas de testemunhas, de moradores da cidade e do próprio administrador do cemitério, nós conseguimos esclarecer o fato. A população estava muito consternada com o fato, tendo em vista que essa moça era moradora de Quintana e os familiares também são moradores de Quintana", conta a delegada. 

Luciana Zanella ainda afirmou que, as investigações apuraram que não houve o contato sexual como se suspeitava no início. 

"Concluímos que o autor dessa violação seria um indivíduo usuário de entorpecente e teria tido um relacionamento amoroso com essa moça, e inconformado com o sepultamento dela e ainda, acho que, sob o efeito da droga, esteve no local, retirou as placas de proteção da sepultura e acabou chegando até o caixão. Mas eu queria esclarecer que nenhum tipo de necrofilia, como foi falado por ai que ele teria mantido relação sexual com cadáver, aconteceu. Mas foi realmente uma violação de sepultura. A moça estava intacta", afirma. 

Ainda de acordo com a polícia, o rapaz de 22 anos seria depende de álcool e outras drogas e já teria passagem pela polícia. 

A morte da mulher aconteceu na sexta-feira, 11, devido asfixia ocasionado por um pedaço de carne. 

Rumores sobre necrofilia foram veemente negados pela policia. Segunda a delegada, o rapaz teria violado a sepultura, aberto o caixão e manipulado o corpo. 

"Nós concluímos que pela posição do cadáver não haveria a possibilidade de alguém manter uma relação sexual. Realmente o corpo foi manipulado, não a ponto de uma relação sexual", diz Luciana Zanella. 

O rapaz foi indiciado pelos crimes de violação de cadáver e vilipêndio. Por cada crime, pode ser condenado a até três anos de prisão. A delegada ressaltou que o crime ganhou repercussão regional devido a forma como foi divulgado. 

"Não foi só em Quintana a comoção, foi em toda a nossa região. Porque é algo realmente inusitado. Na nossa região fala-se muito pouco a respeito de violação de sepultura e os fatos chegaram ao conhecimento da população de maneira distorcida, como se houvesse relação sexual com o cadáver. Então a polícia fez o trabalho dela de esclarecer o fato. O rapaz vai ser punido, o inquérito já está em sua fase final", encerrou a delegada, que preservou os nomes dos envolvidos em respeito às famílias.

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