MP apura morte de POMPEENSE que ficou 18 dias à espera de vaga em Marília
O Ministério Público Estadual vai investigar as responsabilidades sobre a morte de uma mulher de 48 anos no Hospital das Clínicas de Marília (SP). Márcia dos Santos Morelli ficou 18 dias internada à espera de uma transferência para ser operada de um aneurisma cerebral. Segundo o hospital, o pedido de vaga para a paciente ser operada foi encaminhado. Mas a solicitação não foi confirmada pela Secretaria de Estado da Saúde.
A família diz que houve demora no diagnóstico da doença neurológica. Antes de ser encaminhada para o HC, Márcia foi atendida na Santa Casa de Pompéia, cidade onde morava. Ela apresentou fortes dores de cabeça e, durante uma semana foram vários os diagnósticos dos médicos.
“Ela foi diagnosticada com sintomas de sinusite, enxaqueca e, até então, eles medicavam a minha mãe. A dor que ela sentia era crônica, que não passava com medicamento algum. Eu que não sou médico sentia que aquilo não era uma enxaqueca. A gente está sem chão, sem rumo porque era uma pessoa muito próxima e querida”, avisa o filho Diego dos Santos Morelli.
De acordo com o ele, a confirmação do aneurisma só foi possível depois do pedido de tomografia feito por um médico. O exame, pago com as economias, custou R$ 700 em um laboratório particular para acelerar o resultado. A doença foi detectada e a paciente encaminhada para Marília. No local, a família foi informada pelo médico que Márcia precisaria de uma cirurgia e entraria em uma fila de espera para fazer o procedimento no Hospital Estadual de São José do Rio Preto.

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