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Em depoimentos, dupla detalha ‘razões’ para assassinar e queimar casal adamantinense em Parapuã

A Polícia Civil deu detalhes sobre o assassinato do casal Daniel Molina Pozzetti, de 25 anos e Larissa Rossi Auresco, de 21 anos, encontrados carbonizados em um lixão na estrada vicinal José Morales Agudo, em Parapuã , no dia 28 de dezembro de 2013. As informações são dos depoimentos dos dois acusados de cometer o crime, o caseiro José Barbosa da Silva Filho, de 48 anos, e o lavrador José Luiz Francisco de Almeida, de 30 anos, que estão presos.

A dupla voltou até a casa para chamar Larissa, alegando que o namorado tinha pedido ajuda para recuperar a vaca. A polícia acredita que, no meio do caminho, a jovem desconfiou dos detidos e entrou em luta corporal, até porque foram encontrados fios de cabelo espalhados pelo local. Ela também foi golpeada com uma pedra na cabeça e morreu.
Porém a previsão não era parar no lixão de Parapuã. Isso ocorreu porque a gasolina do veículo acabou. Eles retiraram os corpos e colocaram a pouco mais de 20 metros do carro, posicionados como se o casal estivesse abraçado. Com galhos e combustível trazidos da própria fazenda, eles queimaram os jovens.
Segundo o site jotaneves.com, o crime que teve repercussão nacional é cheio de detalhes. A trama toda foi desencadeando a partir do momento em que Daniel Molina Pozzetti, 25 anos, teria soltado um pássaro silvestre que pertenceria ao caseiro José Barbosa da Silva Filho, “Alemão”, 48 anos. Em seguida, uma porca da propriedade também desapareceu e Daniel teria passado a cobrar sobre o paradeiro do suíno. Foi por causa disso que discutiram na véspera do Natal.
 
Os ânimos ficaram exaltados e de ambas as partes. O caseiro que estava insatisfeito com a soltura do seu pássaro e Daniel culpando-o pelo sumiço da porca. Associado a tudo isso, estava o fato de que o ex-caseiro e atual lavrador José Luiz Francisco de Almeida, “Dinho”, de 30 anos, tinha um descontentamento com o pai e o próprio Daniel, após sua demissão. No acerto de contas houve desacordo entre as partes e ficou o rancor. Alemão aliou-se à ira de Dinho e juntos premeditaram a morte do casal.
O crime foi premeditado. O casal Daniel e Larissa Rossi Auresco, 21 anos, chegou a Parapuã na noite da sexta-feira (27), foi até um estabelecimento comercial comprou uma pizza e foi à fazenda. A chegada foi presenciada por testemunhas. Por volta das 23h00, Daniel e Larissa comiam pizza quando foram interrompidos por um chamado. Era o ex-funcionário. Dinho disse a Daniel que três vacas haviam saído do pasto e estavam na pista da rodovia Assis Chateaubriand (SP-425) onde fica situada a propriedade.


Dinho convenceu Daniel a ajudá-los na tentativa de capturar os animais. Ao sair do imóvel e se dirigir até uma guarita que fica instalada nas proximidades da entrada da fazenda, o destino de Daniel já estava selado. Ele foi violentamente atingido na cabeça por uma enorme pedra. Alemão estava no local escondido e aguardando a chegada da vítima. Em seguida, Alemão pediu que Dinho chamasse Larissa, mas ele se recusou. O próprio caseiro se encarregou de atraí-la para a emboscada.
Após o duplo homicídio, Alemão e Dinho resolveram dar cabo aos corpos. Os corpos de Daniel e Larrisa foram colocados na carroceria do pick-up – Saveiro placas de Adamantina. Quando os dois chegaram ao Bairro Itagui onde fica o campo de aviação e onde também há um lixão, acabou o combustível do veículo. A partir daí tiveram a ideia de escondê-los atrás do próprio lixão. Os corpos foram jogados um em cima do outro. Para queimá-los, Alemão e Dinho pegaram galhos de árvores que são depositados no local e atearam fogo para carbonizar os corpos. Sem qualquer tipo de combustível, atearam fogo no veículo a partir do estofado.

A tentativa de ocultar os corpos aconteceu por volta das 4h30 da madrugada de sábado (28). Com o incêndio do Saveiro, os pneus estouraram e testemunhas ouviram o barulho e acionaram a Polícia. No local, policiais encontraram os corpos ainda queimando a cerca de 25 metros do pick-up. Após os fatos, Alemão desapareceu da propriedade. Dinho virou testemunha de uma trama para enfim também se tornar o autor-intelectual de um bárbaro crime. Alemão havia sido detido na manhã de segunda-feira (30) e Dinho na tarde de terça-feira (31). Ambos confessaram e tiveram a prisão temporária decretada por 30 dias. Os dois foram recolhidos à Cadeia de Lutécia.

Enquanto a Polícia Civil segue nas investigações para completar o quebra-cabeça, os dois deverão permanecer presos. Com a conclusão do inquérito deve ser pedida a prisão preventiva e ambos deverão permanecer recolhidos até o julgamento. Se condenados pelos crimes poderão pegar pena máxima de até 30 anos em regime fechado.

Tentativa de Ocultar Ao chegar ao local, 100 metros distante da sede, Larissa deve ter visto Daniel sem vida e desesperou-se diante da eminência de se tornar a próxima vítima. Ela lutou. Deixou marcas em seu algoz, mas era impossível escapar das mãos dos assassinos. Também foi dominada e agredida violentamente com a enorme pedra que lhe esfacelou o crânio. As vítimas não tiveram qualquer chance de defesa. O duplo homicídio qualificado por motivo fútil foi seguido de ocultação de cadáveres e furto qualificado, porém, o crime de furto não teria sido o motivo dos crimes contra a vida.

Premeditado e cruel 
Aliás, tanto é verdade que após o crime a Polícia Militar procurou por Dinho e ele afirmou que teria presenciado Alemão falar sobre a intenção de matar Daniel e se fosse o caso até a namorada dele. Dinho não era uma testemunha e sim um dos criminosos como acabou confessando na noite de terça-feira (31).
A dupla foi presa nesta terça-feira (31) e encaminhada para uma unidade prisional na região de Bauru. As investigações continuam no sentido de entender o real motivo do crime.

Motivos do crimeAinda de acordo com a polícia, só foi possível chegar até os suspeitos porque foram encontrados uma carteira de cigarros e um boné nas proximidades. Os itens eram tradicionalmente usados por um dos suspeitos.
Como os corpos estavam há 100 metros da fazenda, os dois acusados voltaram até a casa, entraram no carro do casal e tiraram alguns pertences como tablets e notebooks. Eles colocaram os corpos na carroceria e seguiram pela vicinal. A dupla lançou alguns itens pela estrada, como a bolsa de Larissa, como forma de diminuir as suspeitas e despistar as investigações.

Com o pretexto de que uma vaca da propriedade rural teria escapado pelo cercado, chamaram primeiramente Daniel para ajudar no transporte do animal de volta ao pasto. Um dos presos estava escondido e surpreendeu o rapaz, que foi espancado com uma pedra e faleceu.
De acordo com a polícia, os dois detidos bebiam em um bar no dia anterior, uma sexta-feira (27), por volta da meia-noite, quando se encaminharam até o sítio onde vivia o casal.

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