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Polícia prende donos de restaurantes suspeitos de vender carne de cachorro


Foto: Adriano Vaccari/Futura Press

Segundo a polícia, cachorro encontrado vivo ainda seria abatido (Foto: Adriano Vaccari/Futura Press )

Policias civis prenderam no início da tarde desta quinta-feira (12) dois proprietários de restaurantes orientais suspeitos de vender carne de cachorro no Bom Retiro, região central de São Paulo. De acordo com a polícia, os estabelecimentos encomendavam carne de animais abatidos em Suzano, na Grande São Paulo.

De propriedade de um casal, que foi preso em flagrante nesta quinta, o abatedouro ficava nos fundos de uma casa. “Eles matavam com um machado e, depois, queimavam o couro com maçarico”, afirmou o delegado Anderson Giampaoli, da 2ª Delegacia de Saúde Pública.

Semanalmente, eram vendidas dez carcaças, cada uma variando entre R$ 180 e R$ 220, diz a polícia. Investigações apontam que o casal fornecia os animais havia três anos. “Eles disseram que não sabiam que isso era ilegal”, acrescentou o delegado.

Segundo a lei estadual 11.977, os "animais domésticos, aqueles de convívio do ser humano, dele dependentes, e que não repelem o jugo humano" não podem ser criados para o consumo.

No freezer da casa, a polícia encontrou 70 quilos de carne, que incluía, além dos cães, dois gatos inteiros. Segundo os investigadores, o dono da casa contou que pegava qualquer animal na rua. Alguns eram mantidos no quintal esperando pela encomenda. “Isso é uma infração gravíssima, já que não sabemos a procedência dos animais”, afirmou o delegado.

O casal e os proprietários dos restaurantes vão responder por crime contra a fauna, contra o meio ambiente e por formação de quadrilha. Os restaurantes deverão ser fechados pela Vigilância Sanitária.

A carne de cachorro é uma tradição milenar na Coréia do Sul. A maior parte dos restaurantes que servem carne de cachorro na Coréia estão no interior do país. No Centro de Seul, é difícil encontrar restaurantes que sirvam pratos com a carne.

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